quinta-feira, 28 de maio de 2015

Lei traz mais segurança na compra de veículos

O mês de maio termina com uma boa notícia para quem pretende comprar veículos novos ou usados em empresas do ramo. Trata-se da entrada em vigor da Lei 13.111/15, sancionada em 25 de março pela presidente Dilma Rousseff e com previsão para vigorar em 60 dias.

E o que ela determina? A norma dispõe sobre a obrigação que os empresários têm de informar aos compradores de veículos automotores a regularidade em relação a furtos, multas e taxas devidas, débitos de impostos, alienação fiduciária e qualquer outro registro que impeça a circulação dos bens pelas vias públicas. A lei também menciona o dever de informar a taxa de impostos incidente sobre a venda.

Não que essa prática não fosse algo de praxe nas empresas, pelo menos nas mais sérias, as quais prezam pela ética profissional e respeito aos clientes, mas agora o consumidor pode sentir-se mais seguro por saber que uma legislação específica o protege no momento de adquirir um veículo.

O comprador, muitas vezes inexperiente ou desavisado, passa a ter mais certeza de que o bem não possui pendências de caráter fazendário, policial ou de trânsito. Inclusive, a regularidade deve constar no contrato assinado entre consumidor e vendedor.

Para o empresário que desrespeitar a Lei 13.111/15, está previsto “o pagamento do valor correspondente ao montante dos tributos, taxas, emolumentos e multas incidentes sobre o veículo e existentes até o momento da aquisição do bem pelo comprador”. 

A norma prevê ainda, caso o veículo seja objeto de furto, a restituição integral do valor pago pelo cliente. Além da devolução do pagamento, aplicam-se as penalidades previstas na Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). 

Em qualquer relação de compra e venda, quanto mais transparência, melhor. E é isso que a nova legislação garante. A aquisição de veículos é, em muitos casos, a realização de um sonho – e um sonho nada barato e conquistado em grande parte das negociações por meio de financiamentos ou consórcios, o que pressupõe a vinculação com o bem em médio e longo prazo. Portanto, segurança nunca é demais!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Pioneirismo em aluguel de veículos particulares

Você tem mais de um carro em casa ou tem apenas um mas não o utiliza todos os dias? Então que tal alugá-lo e faturar uma graninha de forma segura? Ou, por outro lado, você gostaria de contar com o serviço de locação de veículos sem a burocracia e com mais opções que em uma locadora convencional?

Se gostou da ideia, saiba que isso é possível em Curitiba, onde funciona a primeira rede de compartilhamento de automóveis de particulares da América Latina. Desde o ano passado, pessoas podem alugar carros de maneira simples e rápida, pelo Facebook, por valores menores que os cobrados pelas empresas do ramo e com a cobertura de uma seguradora.

Ao interessado em disponibilizar seu veículo basta cadastrar-se gratuitamente, analisar as solicitações que receber e fazer a reserva. Ao cliente é necessário escolher entre as opções disponíveis e fornecer o número da CNH, do celular e do cartão de crédito. Após tudo acertado, ambos se encontram para a retirada e devolução da chave.

Uma das vantagens do locatário é pagar somente pelo combustível consumido. Ao pegar o automóvel, deve informar, por SMS, a quilometragem. Ele também recebe um cartão de abastecimento e uma senha, para uso apenas em caso de necessidade. Se não precisar abastecer durante o trajeto, pode entregar o carro sem completar o tanque. Na entrega, informa novamente por SMS a quilometragem. A empresa faz o cálculo e cobra do cliente só a quantidade que ele utilizou.

Esse é um sistema inovador e interessante de compartilhamento. Particulares interessados em ganhar dinheiro com seu veículo podem escolher a quem locar, quando e por quanto tempo, tendo o suporte da empresa que controla a rede e a garantia de uma grande seguradora.

Já quem necessita de um veículo tem a liberdade de optar pelo modelo que mais lhe agrada ou será útil, pagando menos do que pagaria a uma locadora tradicional ou evitando depender de outros meios de locomoção, como táxis e ônibus, ou ainda de pedir carona.
Para saber mais, acesse https://www.fleety.com.br.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Curitiba amplia testes com veículos elétricos

Conhecida pela atenção dispensada ao meio ambiente, Curitiba chegou a ser reconhecida internacionalmente como “capital ecológica”. Hoje esse título talvez não seja mais unânime, mas é certo que a cidade ainda é referência na adoção de ações sustentáveis.

No segmento automobilístico, destaque para testes com veículos elétricos. Em março deste ano começaram a circular dois táxis movidos a eletricidade. Os veículos serão utilizados, em forma de rodízio, por sete centrais de radiotáxi até o fim de maio. A proposta é analisar a viabilidade econômica e ambiental dessa iniciativa.

Se for aprovada tecnicamente, poderá originar negócios inovadores, a exemplo do aluguel de carros elétricos para frotas comerciais. As possibilidades são variadas e precisam ser estudadas.

Com os dois táxis em circulação na cidade, Curitiba se junta a Rio de Janeiro e São Paulo, onde os testes com elétricos já ocorrem há mais tempo. Nesses municípios, a parceria é com a japonesa Nissan. Na capital paranaense, com a chinesa BYD, e os automóveis daqui possuem autonomia de 300 quilômetros com uma carga elétrica. O carregamento leva entre uma hora e meia e duas horas, ao valor de R$ 32.

O menor custo para abastecer poderia refletir na diminuição do preço da corrida para os usuários, e o uso da eletricidade geraria benefícios ao meio ambiente, já que se trata de um combustível limpo. Essa combinação de vantagens poderia reforçar o perfil de cidade ecológica e inovadora de Curitiba.

Inovação já traz resultados

Embora a utilização dos táxis seja recente, a cidade já conta com o emprego de outros dez veículos elétricos dentro do Projeto Ecoelétrico. Trata-se de uma parceria entre município, Itaipu Binacional, Aliança Renault-Nissan e CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel) de Portugal.

Esse projeto integra a política de mobilidade urbana sustentável e compreende o uso de cinco veículos Zoe, três Kangoos Z.E. e dois modelos Twizy pela Guarda Municipal, Secretaria de Trânsito (Setran) e Instituto Curitiba de Turismo.

Em nove meses, os elétricos rodaram 40.075 quilômetros e evitaram a emissão de aproximadamente cinco toneladas de CO2. O monitoramento on-line é realizado pelo CEIIA e permite atualizar indicadores como energia elétrica consumida, número de viagens e distâncias percorridas.

Entre junho e agosto de 2014, segundo dados da prefeitura, os veículos movidos a eletricidade consumiram 83% menos que os a gasolina. O total gasto com energia no período foi de R$ 812, contra cerca de R$ 4,6 mil dos que utilizam o derivado de petróleo.

Se 10% da frota fosse composta por carros elétricos, o montante poupado ultrapassaria R$ 180 mil e 96 toneladas de CO2 deixariam de ser emitidas na atmosfera.

Os benefícios da utilização da energia elétrica como combustível são claros e deveriam pautar investimentos em maior escala, tanto privados quanto governamentais. Os números da experiência curitibana estão aí e poderiam servir de exemplo ao Brasil, cuja frota só de automóveis ultrapassa 48 milhões, conforme dados de janeiro do Denatran.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A desigualdade de gênero no mercado de trabalho

No mês em que a revista Sobre Rodas (revistasobrerodas.com.br) dedica sua edição, mais uma vez, e com total merecimento, às mulheres, vale expor aqui uma realidade brasileira que ainda precisa ser modificada: a diferença salarial entre os sexos. Em pleno ano de 2015, persiste a prática de remunerar melhor (e privilegiar) o homem em muitos cargos. Em média, o sexo masculino ganha 30% a mais que o feminino.

Pelo menos essa é a constatação do estudo “Estatísticas de Gênero – Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010”, realizado pelo IBGE em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres e a Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais e Quilombolas do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Divulgado em outubro de 2014, o levantamento aponta que as mulheres estudam mais, entretanto a formação ocorre em áreas que têm menor remuneração. Também mostra que elas estão mais atuantes no mercado, porém recebem menos que os homens, mesmo tendo aumentado o percentual de mulheres responsáveis pelas famílias e domicílios. Nas áreas urbanas, 39,3% das famílias têm a mulher como responsável. Nos lares em que ela é a chefe (não possui cônjuge mas sustenta os filhos), o índice sobe para 87,4%.

Os números do estudo revelam um avanço na década pesquisada (2000-2010), mas as diferenças perduram. A taxa de atividade profissional subiu de 50,1% para 54,6% entre as mulheres e elas tiveram o maior aumento real do rendimento médio: 12%. Essa é uma conquista importante, contudo ainda percebe-se uma desigualdade, pois o sexo feminino recebe, em média, 68% do que é pago ao sexo masculino.

No ano de 2010, o rendimento médio dos homens era de R$ 1.587; o das mulheres, de R$ 1.074. Segundo o levantamento, a menor diferença foi constatada em cidades com mais de 500 mil habitantes. Em relação às capitais, a desigualdade na remuneração só não diminuiu em Porto Velho (RO) e João Pessoa (PB).

Talvez o dado mais relevante do abismo de gênero seja este: a remuneração média das mulheres pretas ou pardas correspondia a apenas 35% da dos homens brancos (R$ 727 x R$ 2.086). Ou seja, além do fator gênero, os fatores cor e raça também influenciam no salário. Um triplo preconceito!

A diferença entre os sexos é observada ainda entre as faixas etárias. As jovens entre 18 e 24 ganhavam 88% do que era pago aos jovens. No outro extremo, mulheres de 60 anos ou mais tinham rendimento equivalente a 64% do obtido entre os homens na mesma faixa etária.

De acordo com o estudo, em parte as diferenças são explicadas pelo índice de empregadas domésticas e pela menor taxa de formalização feminina no mercado de trabalho. Ironicamente, as mulheres apresentam um nível maior de instrução. Trata-se de um contraste que desvenda uma ultrapassada característica machista da sociedade brasileira.

Embora, por outro lado, esteja crescendo, mas em menor escala, o espaço para as mulheres no comando de empresas e em cargos públicos, o Brasil ainda tem muito a evoluir no combate à discriminação de gênero – assim como em ações contra todo tipo de preconceito que permeia a nação.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O arrocho na cobrança do IPVA

O “pacote de maldades” imposto pelo governo do Paraná à população, com o aval da Assembleia Legislativa, tem na cobrança do IPVA um de seus aspectos mais perversos. O arrocho compreende reajuste de 40% sobre o valor pago em 2014, diminuição de 5% para 3% se o montante for quitado em cota única e divisão da dívida em somente três parcelas – antes eram cinco.

Na prática é isto: os donos de veículos automotores deverão pagar 40% a mais, com um desconto insignificante de 3% à vista ou com um parcelamento menor – o que vai elevar o valor das parcelas, pois naturalmente seriam mais em conta se o prazo anterior para quitação sem juros fosse mantido. Mas não, a ordem é cobrar mais caro e mais rápido!

Embora já saibam disso, talvez os paranaenses percebam melhor a “facada” ao receber, no mês de março, a correspondência com a discriminação do imposto. No bolso, o “golpe” será sentido a partir de abril – com o pagamento da cota única ou da primeira parcela. As demais deverão ser quitadas em maio e junho. O cronograma com as datas varia conforme o fim da placa.

Além da diminuição no número de parcelas, outra mudança negativa aos contribuintes é a imposição do dever de pagar à vista o IPVA de veículos 0 km comprados entre 1º de janeiro e 31 de março. Se você está feliz com o carro novinho, talvez não tenha ficado com essa obrigatoriedade de realizar o pagamento integral até 30 dias após a aquisição. Mas nesse caso, o governo foi benevolente e manteve a alíquota antiga, de 2,5%. A nova, de 3,5%, que resultou no aumento de 40%, será aplicada para os adquiridos a partir de 1º de abril.

O valor do IPVA tem como base a Tabela FIPE, e as alíquotas aplicadas no cálculo variam de acordo com o tipo de veículo: 1% para ônibus, micro-ônibus, caminhões, veículos de aluguel e de carga, de locação e de propriedade de empresas locadoras, e movidos com Gás Natural Veicular (GNV); e 3,5% para os demais automotores.

Estimativa de arrecadação

Segundo o Detran, a frota paranaense chega a 6,4 milhões de veículos em circulação, com 4,3 milhões deles tributados. O lançamento do IPVA 2015 deve atingir R$ 2,8 bilhões. Obviamente há um certo índice de inadimplência todo ano (em média 20%), mas mesmo assim o cofre do governo deve ser bastante reforçado, visto que esse imposto representa a segunda maior fonte de arrecadação para os estados, atrás apenas do ICMS.

Se todas as medidas adotadas pelo governo vão ajudar na recuperação do estado, só o tempo dirá. Vale lembrar que na primeira gestão do atual governador, a Receita Corrente Líquida (arrecadação dos tributos estaduais, mais transferências da União, menos os repasses obrigatórios aos municípios) cresceu de R$ 16,97 bilhões (dezembro de 2010) para R$ 26,46 bilhões (abril de 2014) – 56%, contra 24% de inflação. Já o ICMS teve um crescimento de aproximadamente 69% no período.

Como se vê, arrecadou-se muito, porém se gastou mais ainda. Agora, a população é penalizada com o “pacote de maldades” para tentar remediar as consequências de uma administração equivocada – a qual terá continuidade pelos próximos quatro anos. Mas quem reelegeu o atual mandatário deve estar satisfeito com os rumos do Paraná e certamente não se importará em arcar com a elevação na carga tributária...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Palio destrona Gol entre os mais vendidos

Depois de 27 anos consecutivos na liderança do rol dos veículos mais vendidos no Brasil, o Gol perdeu o posto para o Palio. A diferença foi pequena, somente 385 unidades, mas o resultado indica que o hatch alemão sentiu a saída de circulação da geração 4, retirada do mercado no início de 2014 para dar lugar ao up!.

Já na conta do italiano, somam-se o Palio Fire e o Novo Palio. Juntos, venderam 183.741 carros. Sozinho, o Gol contabilizou 183.356 unidades – o que leva a crer que se a antiga geração tivesse sido mantida, o alemão teria novamente fechado na liderança.

Não se pode dizer que a aposta no up! foi errada, mas é certo que o pequeno de entrada não empolgou os consumidores como gostaria a Volks. Lançado em fevereiro de 2014, foram comercializadas pouco mais de 5,3 mil unidades por mês. Assim, o up! terminou o ano como o 14º mais vendido, com 58.894 unidades.

Mesmo com bons atrativos, como motor moderno e econômico, menor custo de reparabilidade e notas máximas no teste de impacto do Latin NCAP, entre outros pontos fortes, parece que o pequeno espaço interno, o modesto porta-malas e o design pouco atraente, no meu entendimento, jogaram contra o novato.

Outro fator desfavorável ao veículo de entrada da Volks foi o lançamento do Novo Ka. Comercializado desde setembro, o modelo da Ford aposentou a antiga linha do carro e se apresenta como forte candidato a ocupar os primeiros lugares na lista de mais vendidos, podendo superar inclusive alguns dos já estabelecidos no topo, como Palio, Gol, Uno, Onix, HB20, Sandero e o próprio irmão maior, o Fiesta.

Qualidades para isso o Novo Ka tem de sobra. Seu design é contemporâneo, atualizado ao padrão mundial da montadora americana; os motores são modernos – o 1.0, por exemplo, é o mais potente e econômico da categoria; o espaço interno é bom, em nada deixando a desejar aos rivais maiores; além do sistema multimídia e equipamentos de série, como controle de estabilidade, de tração e de partida em rampas.

Este ano, com o mesmo período de vendas dos demais do segmento, o modelo de entrada da Ford poderá mostrar a que veio. Os 12 meses também servirão para saber se o Gol conseguirá recuperar-se e ultrapassar o Palio, ou se perderá mais colocações, obrigando a montadora alemã a apressar o lançamento de sua nova versão – programada para 2016.

Sim, a Volks já trabalha para atualizar o modelo, cuja frente terá o padrão atual dos irmãos Fox e Golf, entre outras modificações ainda estudadas pela equipe de desenvolvimento. O Polo europeu também servirá de inspiração.

O certo é que a lista dos dez mais vendidos deve ser, mais uma vez, dominada pelos hatches, com a possível presença de algum sedã médio. Em 2014, Siena e Prisma se colocaram na sétima e décima posição, respectivamente. As demais foram ocupadas por Palio, Gol, Onix, Uno, HB20, Fiesta, Fox e Sandero, nessa ordem.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Vá e volte de sua viagem em segurança

Tem planos de viajar para comemorar as festas de fim de ano? Destino definido, família avisada e hotel reservado? Enfim, tudo planejado, restando só pegar a estrada? Bacana, porém não se esqueça de incluir nesse planejamento a revisão do veículo, afinal ele é fundamental para você ir e voltar de seu passeio sem transtornos. Lembre-se de que a demanda nas oficinas aumenta neste mês, portanto não deixe para realizar o checape no seu carango em cima da hora.

Mas para que a viagem transcorra sem problemas e, principalmente, em segurança, não basta revisar o automóvel nem carregar as bagagens e a família e encarar a rodovia. O essencial, especialmente nesta época de mais movimento nas estradas, é manter a prudência. O importante é chegar bem, não rápido! Portanto não solte o “espírito de piloto” que possa existir em você. Tenha em mente que a maioria dos acidentes pode ser evitada desde que os motoristas respeitem o limite de velocidade e não façam ultrapassagens indevidas.

Por mais que as polícias rodoviárias repassem dicas de segurança e que as estatísticas divulgadas na imprensa revelem o número de acidentes, de óbitos e de feridos, nada parece mudar de um ano para outro. E por quê? Porque falta consciência por parte dos motoristas, sobretudo aos que adotam uma direção ofensiva. Não fosse isso, se cada um dirigisse com prudência e atenção redobrada, os índices apresentariam queda e não seria preciso tomar medidas mais rigorosas para tentar evitar as infrações.

Nova lei

Vale lembrar que em 1º de novembro começou a vigorar a Lei 12.971, alterando 11 artigos do Código Brasileiro de Trânsito. A norma prevê, conforme a situação, sanções mais severas como o aumento em dez vezes do valor da multa. Por exemplo, uma infração bastante comum nas estradas é forçar passagem entre veículos que trafegam em sentido oposto. Nesse caso, a multa passou de R$ 191,54 para R$ 1.915,40, mais a suspensão do direito de dirigir.  

Outras infrações comumente praticadas são ultrapassagens pelo acostamento, em interseções, em passagem de nível e em locais proibidos, como curvas ou pela direita. Nesses casos, a pontuação na carteira foi de cinco para sete pontos, e o valor da multa subiu para R$ 957,70 – 650%. Aqui no Paraná, tais condutas geraram 55 mil autos de infração de janeiro a agosto de 2014, segundo o Detran. Ou seja, isso mostra falta paciência, bom senso e consciência aos condutores. 

Para saber se o endurecimento na punição vai resultar em menos multas e acidentes, é necessário esperar o balanço habitualmente divulgado pelas autoridades de trânsito. Este será o primeiro período de festas (Natal, ano-novo e carnaval) após a mudança na legislação, então será possível comparar os números. 

O ideal seria a manutenção permanente de campanhas educativas, a massificação, o trabalho incansável para reduzir os acidentes e buscar a adoção de uma direção defensiva. O aumento das penalidades isoladamente talvez não seja suficiente para mudar a realidade brasileira, mas pode colaborar em parte, pois as pessoas parecem aprender com mais facilidade quando “pesa no bolso”. Não deveria ser assim.

sábado, 25 de outubro de 2014

Curitiba pode ter a “Lei da Bicicleta”

Referência nacional em mobilidade urbana, embora com problemas, a exemplo das médias e grandes cidades brasileiras, Curitiba pode ser a pioneira no país a ter a “Lei da Bicicleta”.

Um projeto de iniciativa popular (Projeto de Lei da Mobilidade Urbana Sustentável – Lei da Bicicleta) tramita na Câmara Municipal, onde já foi aprovado pela Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e Tecnologias da Informação. Agora, será analisado pela Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública e pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, antes de ser discutido em plenário.

A iniciativa partiu da Associação Paranaense de Encaminhamento Legislativo Autônomo e foi acatada como projeto pela Comissão de Participação Legislativa. A proposta prevê a implantação de ciclovias e ciclofaixas em 5% das vias urbanas da capital. Outra sugestão é a criação de bicicletários ou estacionamentos em terminais do transporte coletivo, estabelecimentos de ensino, complexos comerciais, praças e parques públicos.

O projeto ainda contempla a existência de postos de locação de bicicletas em pontos estratégicos, a exemplo do que ocorre em outras cidades brasileiras e estrangeiras. Além disso, considera a realização de campanhas educativas e sensibilizadoras para incentivar o uso das “magrelas” como meio regular de transporte.

Em colunas anteriores, já abordei a utilização das bikes como uma boa alternativa de mobilidade urbana. Entre as vantagens estão, principalmente, a redução de veículos nas ruas e os benefícios para a saúde e para o meio ambiente. Apesar de as bicicletas já serem bastante utilizadas para a população locomover-se a trabalho ou a lazer, a existência de uma lei poderia fomentar o uso desse meio.

Por si só, a proposta de criar estacionamentos para elas já é um estímulo ao seu uso, afinal muitas vezes os adeptos a essa forma de locomoção a deixam de lado no dia a dia por simplesmente não haver um local próprio para abrigá-las. Com pontos específicos em parques, centros comerciais, instituições de ensino, entre outros de concentração humana, certamente mais pessoas fariam das bicicletas seu principal meio de transporte.

Igualmente interessante seria a existência de postos de locação em que o usuário pudesse pegar a “magrela” em um local e deixá-la em outro. Esse sistema faria dela uma alternativa aos tradicionais ônibus e táxis, podendo deslocar-se unindo os benefícios do exercício físico ao prazer de pedalar, sem a necessidade de ter uma bike própria.

Caso a “Lei da Bicicleta” seja aprovada, sem dúvida a cidade e a população só terão a ganhar. Mas é preciso que os legisladores municipais agilizem o processo, pois o projeto foi protocolado na Câmara em novembro de 2013. Mesmo não sendo uma questão de extrema urgência, o poder público deve assumir seu papel em busca de soluções para o problema da mobilidade urbana nos grandes centros.

sábado, 27 de setembro de 2014

Dia Mundial Sem Carro x Precariedade do Transporte Público

O Dia Mundial Sem Carro, lembrado com atividades em várias cidades do planeta em 22 de setembro, foi criado na França no ano de 1997 com a finalidade de provocar uma reflexão sobre o uso excessivo dos veículos automotores e propor a utilização de outras formas de deslocamento. No Brasil, a iniciativa é desenvolvida desde 2001.

Esse estímulo à adoção de meios alternativos de transporte, reduzindo a dependência de carros e motos, é fundamental para melhorar a qualidade de vida, reduzir o estresse, diminuir o número de acidentes, entre outros benefícios ao meio ambiente e à saúde, sobretudo nas grandes cidades, onde a concentração de veículos gera as piores consequências.

Mundo afora, o dia 22 de setembro tem a adesão especialmente de grupos de ciclistas, que fazem das “magrelas” sua principal forma de deslocamento. E quem opta pelas bicicletas realmente só tem a ganhar, pois, ao mesmo tempo em que realiza uma atividade física saudável, escapa dos congestionamentos estressantes e dos transtornos do transporte de massa.

Mas nem todas as pessoas gostam ou podem utilizar as bikes para se locomover, não restando alternativa para chegar aos seus compromissos que não os veículos motorizados próprios ou públicos. E nesse caso, é incomparável a comodidade entre um carro e os coletivos (ônibus, metrôs, trens...).

Aqui em Curitiba, considerada modelo em transporte público, é fácil perceber por que milhares de pessoas não trocam os automóveis ou as motos pelos coletivos. Nos horários mais concorridos do dia, os ônibus rodam lotados, apesar do grande número de carros para cada linha e da existência dos famosos articulados e biarticulados, da linha Circular Centro, linha Inter-Hospitais e ligeirinhos, que se constituem opções para os usuários do sistema.

Em 2013, segundo estatística da URBS, 2.225.000 passageiros utilizaram – por dia – os ônibus da Rede Integrada de Transportes (RIT), que liga a capital às 14 cidades da região metropolitana. Diante dessa realidade, por mais estruturada que seja a rede, o que se vê na hora do rush são terminais, pontos de parada e estações-tubo lotados, pessoas embarcando antes mesmo do desembarque de outras, lotação, pisões, passageiros concentrados nas portas... Enfim, cenas que não condizem com a fama de cidade-modelo.

O fato é que, para o Dia Mundial Sem Carro conseguir melhores resultados, é necessário também que o poder público melhore a mobilidade urbana. Somente com condições mais dignas as pessoas trocariam o conforto dos seus veículos pelo transporte de massa – mesmo a viagem de ônibus sendo mais rápida pelas vias exclusivas (onde elas existem).

Mas é claro que cada um pode e deveria fazer a sua parte. Por que não deixar o carro em casa para se deslocar em trajetos curtos? Ou então que tal usar menos vezes na semana o veículo particular? E ainda por que não adotar a carona ou o compartilhamento veicular como alternativa?

domingo, 31 de agosto de 2014

Você faz uso severo do seu veículo?

O que vem à sua mente ao ouvir falar em uso severo de veículos? Talvez a ideia imediata seja rodar bastante todos os dias. Se você pensa assim, saiba que é um equívoco, pois utilizar pouco o carro – seja na frequência ou na quilometragem – também é usá-lo severamente.

O uso severo caracteriza-se por condições às quais o veículo é submetido. Entre elas, a distância percorrida diariamente. Como todo carro é feito para rodar, não para permanecer parado, usá-lo num percurso inferior a dez quilômetros por dia provoca um desgaste prematuro de alguns itens.

O motor, por exemplo, pode desgastar-se tão ou até mais que o de um veículo que percorre uma distância maior, isso porque o óleo lubrificante não atinge a temperatura adequada para o seu melhor funcionamento.

Da mesma forma, outros líquidos de lubrificação, equipamentos e peças de vedação podem perder a eficiência mais precocemente. É o caso de fluido de freio, sapatas de freio, graxa, mangueiras, filtros, sistema de ar condicionado, entre outros. Ao não serem utilizados (ou se pouco usados), esses itens ressecam, racham ou não cumprem o papel como deveriam.

Outra situação que caracteriza uso severo é enfrentar congestionamentos, pois o propulsor permanece muito tempo em marcha lenta (ligado com o veículo parado ou em deslocamentos curtos). Também provoca esse tipo de desgaste aquecer o motor, por muito tempo, nos dias frios antes de sair pela manhã. O ideal é deixar que a temperatura seja elevada com o automóvel em movimento.

Rodar com frequência em vias sem pavimentação ou em locais com muitas partículas suspensas no ar, perto de indústrias, siderúrgicas, marmorarias, afeta o sistema de filtragem do ar. E fazer constantes viagens levando muito peso, seja em carga ou número de pessoas, e utilizar o reboque também são exemplos de uso severo.

Portanto são inúmeras as situações que provocam desgaste prematuro. Por isso é importante realizar as manutenções preventivas no prazo correto ou até antecipá-las conforme a utilização do veículo. O ideal é seguir as orientações do Manual do Proprietário, o qual informa sobre o uso severo e indica como proceder.

Por falar nele, você já leu o do seu veículo?