quinta-feira, 23 de junho de 2011

Travessuras de um governador tucano

Em apenas seis meses de governo, Beto Richa já deu algumas temerosas demonstrações do seu “jeito novo” de administrar o Paraná. Uma delas foi o pedido de censura ao Blog do Esmael (http://esmaelmorais.com.br/), que ficou fora do ar por 75 dias e retornou na última terça-feira (21).
Em pleno ano 2011, o tucano revelou seu lado ditatorial, pois numa sociedade democrática não cabem atitudes típicas de um período que felizmente ficou para trás — e faz tempo, acabou em 1985. Se Beto se sentiu ofendido pelo jornalista Esmael Morais, deveria ter recorrido à Justiça em busca de reparação por alguma ofensa contra a honra. Esse é um direito de qualquer cidadão brasileiro, amparado pela Constituição de 1988.
Valer-se da censura significa intolerância a críticas, característica inaceitável nos homens públicos, principalmente políticos. Essa estratégia de tentar calar quem e o que incomoda já foi vista durante a campanha eleitoral de 2010, pois quem não se lembra do pedido tucano para a não-divulgação de uma pesquisa poucos dias antes das eleições?
O pior é que alguns juízes aceitam a censura, porém, pelo bem da sociedade, outros cancelam liminares antidemocráticas. A função da Justiça é aplicar as leis — elaboradas pelo Poder Legislativo. Portanto, ao mandar tirar do ar um blog, como ocorreu dia 9 de abril no Paraná, o Judiciário ignorou o direito constitucional da livre manifestação do pensamento.
Revanchismo político
Beto Richa também já mostrou outra característica de seu perfil: a incoerência, traduzida num ato de revanchismo político, com o cancelamento da aposentadoria de três ex-governadores peemedebistas (Mário Pereira, Roberto Requião e Orlando Pessuti). Sobrou até para Jaime Lerner, seu aliado político.
O argumento do tucano é que as aposentadorias canceladas seriam inconstitucionais. Podem até ser, então por que não unir legalidade e moralidade, poupando os cofres públicos dos gastos com o pagamento a todos os ex-chefes do Executivo? Isso não seria uma medida coerente e justa com os contribuintes do estado?
Quatro ex-governadores perderam o benefício, entretanto outros cinco, mais três ex-primeiras-damas, continuam recebendo — inclusive Arlete Richa, mãe de Beto e viúva de José Richa. O estado economiza R$ 96 mil por mês, mas paga R$ 192 mil. Esse é um exemplo claro de que a isonomia não existe em suas atitudes e de que a questão é, sim, política.
Nepotismo
A incoerência ainda é demonstrada pelo tucano com a nomeação de sua mulher, Fernanda Richa, e de seu irmão “Pepe”, José Richa Filho, para as recém-criadas Secretarias da Família e Desenvolvimento Social e de Infraestrutura e Logística. Beto não criticava Requião pelo nepotismo? Então, ao empregar os parentes, revela a demagogia em seu discurso.
E mais, assim como faz todo chefe de Executivo que recebe o governo de um adversário, ele constantemente alega ter assumido o Paraná endividado, contudo sua reforma administrativa, além de beneficiar o irmão e a esposa, gerou uma despesa anual extra de R$ 8,6 milhões para pagar mais 295 ocupantes de cargos comissionados. Então qual é o sentido de tanto chororô sobre as dívidas estaduais?
Privatização
Não bastassem todas essas traquinagens, a maior ainda está por vir e é bem própria de uma política neoliberal: a entrega do patrimônio público à iniciativa privada. O primeiro passo foi dado no dia 2 de maio, quando o governador encaminhou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar Nº 361/2011.
No que consiste esse PC? Na tentativa de alterar a Lei Complementar 94, de 2002, que criou a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná. O objetivo é agregar às funções da agência a regulação nas áreas de energia, saneamento, e tecnologia e informática.
Perceba, caro leitor, serviços públicos delegados, ou seja, repassados a empresas particulares. E o que querem os peessedebistas com essa mudança? Iniciar a tentativa de privatização da Copel, Sanepar e Celepar, pois as agências reguladoras existem, também, para fiscalizar a execução de serviços públicos e atividades econômicas de interesse público prestados pela iniciativa privada.
Esse filme de terror já foi assistido pela população durante o governo, também neoliberal, de Jaime Lerner — que implantou o pedágio no estado, vendeu o Banestado, entregou o comando da Sanepar a um grupo francês, e tentou privatizar a Copel.
Os paranaenses não podem ser lesados novamente. Para isso é necessário acompanhar a tramitação do PC 361 e suas negociações na Assembleia. E a imprensa deve — esse é o termo — exercer o seu papel social de informar as medidas do poder público, principalmente as que podem contrariar o interesse da sociedade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Jornal de Foz usa exemplo de SP para defender extinção de cobradores

O único diário de Foz do Iguaçu deixa claro, no editorial desta segunda-feira, o seu posicionamento pelo fim da função de cobrador no transporte coletivo. A extinção seria uma forma de reduzir os custos das empresas, podendo gerar economia também aos passageiros.

Para sustentar sua posição, o jornal iguaçuense usa a realidade de São Paulo, onde um acordo entre sindicatos estaria prevendo o remanejamento dos cobradores para outras funções e até o adicional de R$ 250 para os motoristas cobrarem as passagens.

Mas por que um jornal de Foz do Iguaçu defenderia o fim de uma categoria de trabalhadores? O motivo é simples, caro leitor: o dono do diário também é proprietário de uma das empresas que exploram o transporte coletivo na cidade! Portanto, usa — e sempre usou — as páginas do periódico para defender, exclusivamente, o interesse empresarial.

Desde a implantação do sistema de catraca eletrônica, teme-se pela demissão dos cobradores. No fim do ano passado, uma malsucedida reformulação no setor deu sinais de que isso poderia concretizar-se, pois vários micro-ônibus foram incorporados à frota do Consórcio Sorriso (sorriso de quem?), que explora o transporte municipal.

Vale ressaltar que esses pequenos coletivos não contam com a figura do cobrador, provocando o acúmulo de função aos motoristas. Esse duplo trabalho tem como uma consequência o eventual atraso dos ônibus. No início do ano, os profissionais realizaram uma manifestação contra esse e outros pontos da alteração no sistema, com o irrestrito apoio do sindicato da categoria.

Qual é o papel da imprensa?

A imprensa deve mostrar a realidade e defender o interesse social, sempre pautada pela ética — que tem na imparcialidade o seu preceito fundamental. Mas isso passa longe do diário iguaçuense, cuja posição é sempre favorável às empresas do transporte coletivo.

Um dos exemplos desse posicionamento ficou claro no fim do ano passado, quando a população e os profissionais estavam totalmente insatisfeitos com as mudanças efetuadas no sistema. As manifestações, os protestos, a realidade da época foram ignorados pelo jornal, que só ouviu o povo uma vez: quando os ônibus deixaram de circular numa manhã.

O periódico usou, parcialmente, os usuários para criticar a paralisação dos trabalhadores. Entretanto, o mesmo espaço foi negado para mostrar a insatisfação geral dos passageiros com a mudança efetuada pela prefeitura, beneficiando as empresas e gerando transtornos à população naquele momento.

E hoje, no editorial, vê-se nitidamente a pressão empresarial pela precarização do sistema, sob o argumento de que o exemplo de São Paulo “pode servir de lição para Foz do Iguaçu”. Ainda segundo o texto, “o sistema é integrado e quase todo automatizado por meio do uso do cartão, o que praticamente anularia a função do cobrador”.

Para tentar disfarçar seu pensamento, o editorialista chega a sugerir uma readequação dos profissionais, isto é, que os cobradores sejam remanejados para outras funções — o mesmo argumento usado em São Paulo. 

Aqui entre nós, amigo leitor, você acredita que centenas deles teriam espaço — em outras funções — nas empresas, as quais já contam com mecânicos, manobristas, motoristas e outros trabalhadores em seus quadros? Se elas realmente quisessem manter os cobradores empregados, por que os tirariam de sua atividade-fim?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Não se deixe contaminar pelo gerundismo


No texto de hoje estarei explicando por que estar evitando o uso indevido do gerúndio, o chamado gerundismo. Que tal, caro leitor, você apreciou a frase anterior? Ela lhe parece familiar?

Certamente quem já conversou com um teleatendente ouviu o gerúndio ser empregado após alguma forma verbal de ‘estar’. O excesso dessa “fórmula” (verbo estar + gerúndio) até virou motivo de gozação, porém contaminou a sociedade, sendo frequente fora do universo do telemarketing. E aí está o problema.

A linguagem oral e escrita deve ser concisa e simples para passar a mensagem mais claramente. Só por essa razão o gerundismo deve ser esquecido, pois dá à sentença um rebuscamento desnecessário. E mais, quem tenta rebuscar a linguagem dessa forma consegue o efeito contrário, porque ela “dói” nos ouvidos. 

Mais um motivo para evitar o uso do ‘estar’ (ou alguma variante) seguido de outro verbo no gerúndio é que esse tipo de construção enfraquece a frase, como se não houvesse a garantia do êxito de uma ação. Veja alguns exemplos:

• Estará havendo uma reunião amanhã. 

• A ligação vai estar sendo transferida.

Note que se a utilização do gerundismo coloca em dúvida tanto a realização da reunião quanto o sucesso da transferência da ligação. Isso não ocorreria se as frases fossem as seguintes:

• Vai haver uma reunião amanhã.

• Haverá uma reunião amanhã.

• A ligação será transferida.

Mesmo que não haja a reunião ou que a ligação não seja transferida por algum motivo, as sentenças acima dão mais certeza ao ouvinte ou leitor.

É bom destacar que a crítica ao gerundismo não condena o uso do gerúndio. Ele pode ser utilizado, desde que não em excesso.

É isso. Até breve.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Acerte na prosódia, ou acentuação, das palavras


Algumas palavras da língua portuguesa causam dúvida sobre a sua correta acentuação, podendo levar ao cometimento de erros na grafia ou na pronúncia (ortoépia, tema do texto anterior).

Na gramática, a prosódia é a parte da fonética que trata da acentuação dos vocábulos. Ao saber acentuar alguns termos mais duvidosos, diminui-se a chance de errar ao escrevê-los e vocalizá-los.

É bom lembrar que a acentuação não se limita à colocação dos sinais de agudo e circunflexo, mas também abrange a sílaba tônica não acentuada. Por isso pode-se dizer que a prosódia engloba a ortoépia.

O equívoco de acentuação (prosódia) consiste em transformar uma palavra paroxítona (sílaba tônica é a penúltima) em oxítona (sílaba tônica é a última), uma proparoxítona (sílaba tônica é a antepenúltima) em paroxítona, ou uma proparoxítona em oxítona.
Abaixo, alguns termos que podem causar dúvida de prosódia, relacionados de acordo com a correta acentuação tônica:

• Oxítonas: cateter, condor, hangar, mister, Nobel, novel, recém, refém, ruim, sutil, ureter...

• Paroxítonas: avaro, avito, barbárie, caracteres, cartomancia, ciclope, erudito, ibero, gratuito, ônix, poliglota, pudico, rubrica, tulipa...

• Proparoxítonas: aeródromo, alcoólatra, álibi, âmago, antídoto, elétrodo, lêvedo, protótipo, quadrúmano, vermífugo, zéfiro...

Mesmo com essa divisão, algumas palavras admitem variação de prosódia, como: acrobata e acrobata; crisântemo e crisântemo; Oceânia e Oceania; ortoépia e ortoepia; projétil e projétil; réptil e reptil; xérox e xerox...

Outras têm significados diferentes, conforme a acentuação: valido e válido; vivido e vívido...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ortoépia, a forma certa de pronunciar as palavras

Tempos atrás escrevi sobre a pronúncia correta da palavra recorde (paroxítona, portanto com a penúltima sílaba tônica e sem acento), erroneamente pronunciada “récorde” por muitas pessoas, inclusive jornalistas.
O colega Osni Gomes sugeriu um texto específico sobre o tema ortoépia, ou ortoepia, que se trata da arte de pronunciar corretamente os vocábulos. Aqui está, Osni, e obrigado pela sugestão!
Um dos termos pronunciados de forma incorreta com muita frequência é “Nóbel”, em alusão ao prêmio que leva o nome do sueco Alfred Nobel, inventor da dinamite. A vocalização certa é “Nobél”, mesmo não havendo o acento agudo.
O vocábulo é uma oxítona, em que a sílaba tônica é a última. Minha dica é lembrar-se de Noel, pois assim se evita a pronúncia errada.
Outra palavra pronunciada equivocadamente é “íbero” — sinônimo de ibérico (referente aos países da América Latina, mais Portugal, Espanha e Andorra). Pronuncie “ibéro”, porém escreva sem acento.
Mas a ortoépia também abrange a nasalização incorreta de vogais, isto é, a inclusão indevida da letra ene (n) em alguns termos. Por exemplo: “mendingo”, em vez de mendigo; “sombrancelha”, no lugar de sobrancelha; “buginganga” ou “bungingaga”, em vez de bugiganga.
A troca de posição de fonemas é outro erro. Já vi algumas palavras escritas ou pronunciadas equivocadamente, a exemplo de “metereologia” (e não meteorologia) e “mulçumano” (muçulmano).
No rol dos erros de pronúncia está a substituição de fonemas. Note que o correto é poleiro, não “puleiro”; bueiro, não “boeiro”; disenteria, não “desenteria ou “desinteria”.
Acrescentar letras em vocábulos configura equívoco: “estreiar”, “freiada”, “azuleijo”... Da mesma forma, deixar de colocar fonemas: “corre”, no lugar de correr; “saí”, em vez de sair; “revindicar”, em vez de reivindicar.
É isso. No próximo texto vou explicar a prosódia, que é a correta acentuação das palavras, e também provoca dúvidas.

sábado, 21 de maio de 2011

Em seis anos na Ferrari, o que Felipe Massa provou?

Para muitos brasileiros, após a morte de Ayrton Senna, em 1994, a Fórmula 1 deixou de ser interessante. Para outros, a esperança da conquista de títulos recaiu sobre Rubens Barrichello e, mais tarde, Felipe Massa.

Mas a torcida, desde aquele fatídico 1º de maio, quando o tricampeão se foi, tem sido em vão. A “responsabilidade” de repetir os feitos de Senna foi transferida a Barrichello, piloto da Ferrari entre 2000 e 2006. 

Na melhor equipe, os fãs da modalidade acreditaram que o Brasil teria mais um campeão. Entretanto as expectativas não se concretizaram, afinal, na escuderia italiana, também estava Michael Schumacher. 

A combinação melhor carro/melhor piloto e o posto de número 1 no time fizeram o alemão marcar seu nome na história como o maior vencedor e detentor dos mais importantes recordes nas pistas, frustrando as expectativas brasileiras. 

Mesmo preterido na Ferrari, Rubinho mostrou a sua competência, conquistando dois vice-campeonatos, nove vitórias, 25 segundos lugares, 21 terceiros lugares, além de poles e voltas mais rápidas. Assim, contribuiu muito para os cinco títulos de construtores da equipe italiana naqueles anos.

No entanto, o trabalho duro dele não foi reconhecido pelos brasileiros, que só queriam saber de títulos, e o piloto passou a ser alvo de muitas gozações e críticas. Mas a qualidade de Barrichello nunca deixou de ser reconhecida no mundo da Fórmula 1, tanto que ele detém o recorde de GPs disputados na história da categoria — mais de 300, desde 1993.

"Era Massa"

Em 2006, com o fim do contrato de Rubinho, a equipe italiana contratou outro brasileiro: Felipe Massa. As atenções e expectativas se concentraram no promissor e jovem piloto, também companheiro de Schumacher.

No ano seguinte, o alemão deixou as pistas, fazendo os brasileiros pensarem que Massa ocuparia um lugar de destaque no rol dos campeões. Contudo, ele não correspondeu — e ainda não corresponde — às expectativas dos torcedores. 

A diferença entre ele e Rubinho é que Massa não é foco de gozações e injustiças. Na competência, o primeiro está muito à frente. E os resultados falam por si. Vale lembrar que nos últimos seis anos, o atual piloto da Ferrari — não tendo a concorrência direta e a preferência de Schumacher na equipe — também não chegou ao título mundial.

Com o equilíbrio restabelecido após a saída do heptacampeão, tanto em talento quanto na competitividade entre as três principais escuderias (Ferrari, McLaren e RBR), Felipe tem se mostrado o pior dos seis pilotos — à exceção de 2008, quando terminou em segundo lugar o campeonato.

É verdade que 2009 foi marcado por um grave acidente, porém nas temporadas anteriores “a esperança brasileira” foi superada pelo companheiro Kimi Räikkönen, em 2007, e pelos rivais Lewis Hamilton, em 2008, Jason Button, em 2009, e Sebastian Vettel, em 2010. E neste ano, após quatro GPs, Massa ocupa a sexta posição, com apenas 24 pontos.

Neste domingo será disputado o Grande Prêmio da Espanha, e ele largará em oitavo, atrás inclusive do russo novato Vitaly Petrov, da Renault, e do alemão Nico Rosberg, da Mercedes. Aos fãs, resta conferir seu desempenho, mas, recomendo, sem manter a esperança de um bom resultado, para evitar mais uma decepção no fim da prova.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Você sabe colocar pronomes em locuções verbais?


Depois de dois textos sobre próclise, mesóclise e ênclise, o tema desta postagem é colocação pronominal em locuções verbais. 

Antes das explicações é necessário lembrar que locução verbal é formada por verbo auxiliar + verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio.

Apesar de o nome ser complicado, as regras são simples. Vamos a elas:

1)    Verbo auxiliar + verbo no particípio: o pronome deve ser colocado depois do auxiliar. Veja:

• Tinha-o feito mal, por isso o garoto temia aquela babá.

• Foi-lhe dito que reprovaria se não estudasse.

Havendo palavra atrativa, o pronome precede o verbo auxiliar.

• Não o tinha feito mal, por isso o garoto não temia a babá.

• Nunca lhe foi dito que reprovaria se não estudasse.

2)   Verbo auxiliar + verbo no gerúndio ou no infinitivo: o pronome aparecerá após o verbo auxiliar ou após o principal; tanto faz.

• O detetive estava o filmando, como pediu a sua cliente.

• O detetive estava filmando-o, como pediu a sua cliente.

• Você precisa se conformar com o resultado.

• Você precisa conformar-se com o resultado.

Atenção: se houver alguma palavra atrativa, o pronome será empregado antes do auxiliar ou depois do principal.

• Sempre lhe quis contar a verdade, mas tinha medo.

• Sempre quis contar-lhe a verdade, mas tinha medo.

Mas nunca entre os dois verbos: “sempre quis lhe contar...”

• Quem o acabou convencendo a viajar?

• Quem acabou convencendo-o a viajar?

E não: “quem acabou o convencendo...”
 
É isso. Com este texto se encerra a série sobre colocação pronominal. Até breve!